Entendendo como surge o capacitismo

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27 de novembro de 2012 por Adriana Twitter: @dias_adriana

As elaborações mentais do capacitista tentam justificar o fato de que se considera o corpo da pessoa com deficiência menor, menos humano que o seu.  Neste reconhecimento racional há uma racionalização, que as pessoas com deficiência são, na verdade, menores, inválidas para uma verdadeira vida humana. Claude Lévi-Strauss em seu  ensaio Raça e História oferece um modelo teórico político, em que os indivíduos necessariamente passariam a se ajudar mutuamente para resolverem mais facilmente as dificuldades cotidianas, partindo das mais variáveis experiências possíveis. Nesse modelo quanto mais diferentes as experiências, maior a soma do conhecimento adquirido. O elemento principal do argumento de Lévi-Strauss é o de que quanto mais variáveis e numerosas as fronteiras com as quais nos relacionamos, maior a possibilidade de trocas enriquecedoras, e, no texto, o autor sugere a efetivação desta prática modelar spor toda a Humanidade.

Neste mesmo sentido, mas oriundo de outro campo teórico, Vygotsky estabelece um conceito crucial: a definição de zona de desenvolvimento proximal. Nesta reside a idéia, se corretamente analisada, e não fora do contexto teórico em que foi definida como salienta Palincsar (1998), não meramente de ajuda, de gerenalidade ou de potenciais individuais, mas ao desenvolvimento global ao longo do tempo, de um grupo humano, pelo conjunto de relações que estabelece entre si, pela partilha, desenvolvendo habilidades de todos, por meio de tecnicidades especificas, mas objetivando interações que visem contruções de conhecimento.

Notem: dois grandes autores apontam claramente para uma visão não capacitista: quanto maior a diversidade, melhor para TODOS os envolvidos, não apenas para os ditos mais frágeis no início do processo. Hora de repensar o mundo, minha gente.

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